sábado, 15 de fevereiro de 2020

Curiosidades

Nachtkrapp em alemão, Nattramnen ou Nattramnar em sueco, e Nattravnen em norueguês se refere a uma ave mitológica presente em várias lendas, principalmente em países europeus. A tradução do termo é "corvo", pois a ave se assemelharia a um corvo e teria o hábito noturno. Segundo as lendas, Nattramn ou Nattramnar, tem a função de transportar as almas de suicidas e, também, de recém-nascidos que morreram sem serem batizados. Porém, ao contrário de outras mitologias e religiões, a ave não conduz as almas para algum lugar de eterna tormenta, pelo contrário, ela conduz para um quarto e canta para a alma da criança, ou para a da pessoa que cometeu suicídio, até que esta adormeça serenamente.

Lifelover foi o nome que Jonas Bergqvist (B) deu à banda que fundou com seu amigo Kim Carlsson. Jonas escolheu o nome Lifelover (Amante da Vida) pois era assim que seu detestável vizinho lhe chamava. Ele contou que, devido ao seu estilo mais soturno e por curtir rock e metal, seu vizinho dizia que ele era um "amante da vida", de forma pejorativa, como se ele fosse uma pessoa imoral e "mundana" devido aos seus gostos. Jonas disse que as pessoas julgam superficialmente as demais sem, de fato, se aprofundarem ou buscarem conhecer o outro primeiramente. Ele achou que Lifelover ficaria interessante para o nome da banda pois assim as pessoas poderiam chamá-la do que quisessem, como de fato ocorreu em lançamentos futuros com críticas para encaixá-los em gêneros e termos musicais.

H. Suizid e Lord Lokhraed fundaram a Nocturnal Depression e escolheram esse nome pois, segundo os músicos, representa bem os temas abordados nas músicas. Apresentando uma atmosfera atormentada e oprimida, suas letras expressam a luta do indivíduo em meio às suas dores mentais em um mundo desolado. Durante o dia as pessoas tentam, com a pouca energia que possuem, levarem suas rotinas de algum modo mas, à noite, a mente enferma não deixa nada escapar, a máscara usada durante o dia cai e, então, a depressão noturna massacra noite adentro.

Lord Lokhraed nasceu com uma deficiência na mão esquerda, que tem apenas dois dedos grossos remetendo a uma "pata de bode", chamada de Ectrodactilia. Porém, depois de anos sofrendo bullying por tal deformidade, ele passou a usar isso a seu favor, pintando a mão de vermelho e dando uma aparência ensanguentada durante os shows. Na terceira estrofe da música "We're All Better Off Dead" Lokhraed deixa uma mensagem clara para os idiotas que tanto o importunaram.
"Eu nasci com um estigma na mão e uso isso para alimentar o seu ódio
Talvez, você pense em me machucar mas você é uma porcaria humana que eu manipulo"

Sorrow, da banda Austere, disse em uma entrevista que, mesmo sendo um multi-instrumentista, a bateria é o seu instrumento favorito e o que mais gosta de tocar. Seu amigo Desolate, também multi-instrumentista e fundador da banda Austere, fez os vocais de todas as faixas, mais a gravação e a mixagem do álbum "Sorh" da banda Woods of Desolation, também originária da Austrália.

Jan Šincl (Trist) e Kim Carlsson (Hypothermia, Lifelover e Kall) são amigos de longa data e já tiveram um projeto juntos. Life Is Pain foi formada em 2006 e nesse mesmo ano lançou apenas uma demo intitulada Bloody Melancholy, contendo 3 músicas e logo o projeto encerrou-se. Foi uma das primeiras bandas (ou projetos) de DSBM. Kim Carlsson disse que decidiu finalizar pois a Lifelover já estava seguindo os primeiros passos como banda, propriamente dita, e ele queria se dedicar mais a ela. Šincl também acabou se dedicando mais a sua banda Trist, inclusive, ainda em 2006 a banda lançou o álbum Stíny que foi um marco nas características que se tornariam presentes em lançamentos posteriores. Esse álbum foi lançado pelo selo Insikt, selo este do Kim. Ambos disseram que Life Is Pain foi mais uma espécie de união e expressões de dor, melancolia e angústia dos dois músicos e amigos, por isso a produção é bem simples, crua e focada mais em tentar expurgar a desolação que ambos sentiam.

Graf von Baphomet, nome real Давид (David), vocalista da banda Psychonaut 4, trabalha no restaurante PAUL, em Tbilisi, Geórgia, como maître, ou seja, ele gerencia o restaurante. Numa entrevista, ele disse que embora vivencie o que expressa nas letras de suas músicas, obviamente, tem que levar a vida de algum modo, então, faz o que qualquer outra pessoa com depressão costuma fazer, luta contra seus monstros mentais e vai sobrevivendo, como possível.

Aurora Disease é uma banda com pouco tempo de existência mas marcada por tragédias. Começou como projeto solo de Antisozial em 2015, e em 2016 era uma banda com todos os instrumentistas. Já tinham 21 músicas escritas e prontas para começar a gravar mas, de forma súbita, o baixista Samuel morreu. Isso abalou os outros membros que decidiram dar um tempo na música. No ano seguinte, em 2017, quando decidiram retomar a banda e começar a fazer as gravações, o guitarrista Negative morre. Isso foi bastante desolador para os que ficaram. Por fim, o que começou como um projeto de Antisozial acabou voltando a ser um projeto. Ele começou a compor novas músicas e as rotulou como "Urban Depressive Black Metal", refletindo principalmente a vida cotidiana monótona em uma cidade sombria, encharcada de adictos e pessoas com transtornos mentais, sendo essa a realidade de sua própria vida cotidiana e do horror do mundo que nos cerca.

Malvery e Silencer são as duas bandas que podemos chamar de precursoras do que veio a ser conhecido por DSBM, isso porque antes dessas bandas poucas abordavam os temas presentes e característicos do subgênero. Elas foram ao extremo, focando na mais profunda dor e sofrimento humano, mas isso no sentido pessoal, não no geral como o Black e Death Metal fazia (faz). Ambas as bandas uniram a atmosfera densa e sombria apresentada com letras focadas em autoflagelação, suicídio e depressão. Musicalmente, no entanto, Malvery se concentrava numa sonoridade mais próxima do Death Metal, enquanto Silencer do Black Metal, com o uso ocasional de guitarras limpas e linhas de piano. Infelizmente, o fim dessas bandas foi muito rápido. Em 1999, LeChâtier, vocalista do Malvery, suicidou-se. O álbum de estréia do Malvery chamado "Mortal Entrenchment In Requiem", foi lançado postumamente e foi tido como "uma profunda jornada dentro de uma alma atormentada pela depressão e em busca da morte como cura para a dor de viver". Já Nattramn, foi internado em um hospital psiquiátrico na cidade de Växjö, logo após o lançamento do álbum Death - Pierce Me. A banda que, além de Nattramn, tinha Leere como membro, encerrou atividades após esse evento. O álbum Death - Pierce Me foi visto como "expressão pura de dor, depressão e loucura".

I'm In A Coffin já foi alvo de muitas críticas. Formada em 2008, sendo uma época onde poucas pessoas compreendiam a proposta do DSBM, os membros foram agredidos verbalmente por vários "Black metaleiros" na internet. Estes diziam que a banda era uma piada e não poderia ter nenhum rótulo que usasse "black metal". As críticas eram tanto pelos seus pseudônimos "Sad-ist" (algo como Tristelista) e "Adorable" (Adorável), quanto pelos urros e gritos nas músicas que esses críticos julgavam como falsos. Também, sofreram críticas quando, em uma foto promo, Sad-ist apareceu com seu gatinho de estimação no colo. A verdade é que a banda mostrou qualidade logo na primeira demo, onde ambos gravaram as músicas em um quarto, de forma amadora, e seguiram fazendo isso até o primeiro álbum. Os pseudônimos são uma ironia que, inclusive, muitas outras bandas de DSBM também fizeram. Usar humor numa vertente depressiva do metal é, justamente, uma forma de satirizar a própria vida. O gatinho na foto não foi intencional, mas ele se aproximou bem na hora e, obviamente, sendo amante dos animais, Sad-ist o pegou no colo e não se importou dele também sair na foto. Os gritos, urros, lamentos nas músicas foram expressos de forma sincera, não cabe julgar como cada pessoa deve se comportar diante de sua dor e, por isso, cada uma expressa à sua própria maneira, suas dores, no DSBM.

• O nome Xasthur surgiu de duas palavras: Hastur e Xenaoth. Malefic retirou o primeiro nome do livro Necronomicon, escrito por H.P. Lovecraft, e se refere a um demônio que mata as pessoas durante o sono. O segundo nome é de uma divindade que Malefic retirou de um livro de uma religião afro-caribenha. Apesar de ter sido formada em 1995, foi em 2001 com o álbum "Nocturnal Poising" que a banda passou a ser associada com o Depressive Suicidal Black Metal, sendo este um dos álbuns essenciais do subgênero.

Paolo Bruno, da banda Thy Light, conta que nenhum selo nacional se interessou em lançar a demo Suici.De.pression, que foi gravada entre março e junho de 2007. Como ele acompanhava a banda Austere desde sua criação e mantinha certo contato com Desolate, veio a conhecer Sorrow também que logo ouviu a demo e gostou das músicas e, em seguida, a lançou através de seu selo musical, a Ruin Productions

Obehag (Fredrik), da banda Apati, faleceu no dia 23 de julho de 2011 devido a uma superdosagem não-intencional do medicamento Metadona (medicamento para dor grave e síndrome de abstinência a opioides). Cerca de um mês e meio depois, em 9 de setembro de 2011, morreu B (Jonas) da banda Lifelover, também devido a uma superdosagem, porém, ocorrida por vários medicamentos que ele usava para depressão e transtorno de ansiedade generalizada. Embora ambos morassem em cidades suecas diferentes (Vasteras e Estocolmo, respectivamente) com 115 km de distância, os dois ajudaram a fundar bandas que se tornaram muito importantes dentro do DSBM. Muitas vezes, elas são chamadas de "Narcotic Metal" pois as letras de ambas se concentraram em drogas ilícitas, medicamentos, bebidas alcoólicas e overdoses (ocasionadas obviamente pelo desespero dos transtornos mentais), também se focaram em mostrar a desolação urbana que cerca a fria e cinza Suécia (mas que pode representar o cotidiano de qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta), autoagressão e relacionamentos interpessoais.

A. Morbid, fundador da banda Happy Days, não tinha os equipamentos necessários para fazer as gravações quando compôs suas primeiras canções, no ano de 2004. Foi apenas em 2007 que ele conseguiu alugar uma máquina de Karaokê infantil. Como haviam entradas para conectar dois microfones, ele usou uma para o microfone e plugou uma guitarra na outra. A bateria foi programada, mas ainda assim o tempo dos instrumentos não ficou sincronizado, sendo possível escutar a bateria fora do tempo em relação à guitarra e vocais. Para a primeira demo ele compôs e cantou as músicas no idioma norueguês, como uma espécie de homenagem às bandas e músicos da cena do Black Metal que ele curtia.

Andreas Rönnberg, da banda Intig, compôs a trilha sonora inteira do jogo Cry of Fear, produzido pela Team Psykskallar, empresa sueca desenvolvedora de games e mods que ele, inclusive, ajudou a fundar.

Hanging Garden foi fundada em 2008 e permaneceu ativa até 2012, lançou dois álbuns, um em 2009 e outro em 2011. A proposta da banda foi abordar as decepções, frustrações e rejeições presentes em relacionamentos amorosos, em suas letras. Embora outras bandas já tenham expressado esse tema em suas letras, a Hanging Garden se concentrava unicamente nele e todas as músicas carregam a melancolia que se instala após um rompimento amoroso.

Jacob Ottosson (145188), da banda Vanhelga, foi internado em instituições psiquiátricas por diversas vezes. Numa dessas vezes ele teve acesso a um computador dentro do hospital e começou a escrever resumidamente sua rotina lá dentro. Desse diário surgiram algumas músicas e ele as gravou no álbum LPT, em 2014. Na lei sueca existe uma decisão de que o estado tem poder e dever de cuidar de pessoas que sofram com transtorno mental. É chamado de Cuidado Compulsório de Pessoas com Problemas de Saúde Mental (LPT) os cuidados onde médicos tem total autonomia, enquanto as decisões sobre Cuidados Psiquiátricos Legais (LRV) são tomadas pelo tribunal.
No encarte do álbum tem a seguinte mensagem: "Esta criação é o resultado de um longo período de tempo hospitalizado sob a lei sueca chamada "LPT". Eu não tive liberdade alguma e a única coisa presente foi miséria e silêncio total. Todas as letras, músicas e arte de capa foram criadas durante esse período de isolamento porque tive sorte e acesso a um laptop.
A conclusão disso é; se você quiser ter uma ideia da ansiedade, miséria, depressão e da dor que ser trancado dentro de uma ala psiquiátrica fornece - ouça esta obra de arte".

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Make A Change... Kill Yourself



Make A Change... Kill Yourself foi formada em 2004 na cidade de København, Dinamarca, um lugar tão gelado quanto o som dessa banda. Contando com Ynleborgaz (uma inversão de seu nome real que é Zagrobelny) nos vocais e todos os instrumentos, e Nattetale na composição das letras, sua temática envolve pessimismo, suicídio, vazio existencial, desespero, escuridão e morte. A sonoridade é uma mescla do Black Metal com música ambiente e que se encaixa perfeitamente ao sentimento de auto-destruição transmitido pela banda. O nome da banda foi escolhido por Ynleborgaz que procurou passar uma intenção da temática que a banda traria, tornando-a singular comparada às outras de Black Metal.
Ainda no ano de 2004, assinaram com a Black Hate Productions e, em 2005, lançaram o primeiro álbum auto-intitulado. As músicas são intituladas como capítulos, que vão do I ao IV. As canções são bastante longas mas têm um movimento que as fazem não se tornarem enjoativas. Os trechos ambientais de teclado e falas de Demonica, que faz os vocais femininos, servem para "aliviar" o ouvinte por um curto tempo para, então, ser contemplado com mais agonia e riffs minimalistas de guitarra. O álbum todo é bastante lento e o teclado gera uma atmosfera mais melancólica e mórbida para ele. Destaque para a faixa Chapter III que tem um coro feminino como base para os vocais devastadores de Ynleborgaz.
Em 2007 é lançado o segundo álbum, "II", este álbum contém apenas duas músicas. O piano lento e distante no início de Life Revisited traz uma melancolia muito palpável criando uma atmosfera depressiva e sombria para o que se seguirá. Lentamente, os acordes do piano desvanecem e os gritos demolidores surgem criando uma névoa de escuridão. Ynleborgaz começa a cuspir suas palavras torturadas e sombrias. A música tem duração de 24 minutos. A segunda faixa, Fooling The Weak, se inicia com partes agressivas e, em seguida, as guitarras criam várias camadas de melodias sobre um ritmo lento que somam 18 minutos. Os riffs repetitivos geram uma natureza mais melancólica e mórbida à canção. Ynleborgaz alterna canto com falas que expressam sua profecia lírica de morte.
Devido ao estilo sombrio da banda, em Outubro de 2010, ela foi votada como uma das mais sombrias e assustadoras pelo site ultimate-guitar.com.
Em 2012 lançaram o terceiro álbum, "Fri". Neste mesmo ano, iniciam-se as apresentações ao vivo com Lord Lokhraed, da banda Nocturnal Depression, nas guitarras, Skogsvandrer, do Caterva Runa, na bateria e Vrede, da banda Myrd, no baixo. Os shows são sempre muito intensos com uma inebriante escuridão sonora. Em Fri, as canções abordam um lado mais misantropo, de repúdio pelas pessoas que, ao fim, abandonam umas às outras. Fala de solidão e exalta a morte como a única alternativa para o fim de toda dor e desolação que amordaça o indivíduo.
Em 2017 é lançando, pela Les Créations Clandestines, em edição limitada, um box com os 3 álbuns.
Em janeiro de 2018 é lançado o álbum "IV", contendo duas faixas de 20 minutos cada. Once Awake começa e se mantém lenta com riffs hipnóticos, sua letra fala da desesperança e de "acordar" para a realidade dos fatos, de tomar conhecimento que esperar por algo no amanhã é, completamente, inútil. Shadows of a Meaningless Reality é mais rápida no início e, sua letra, fala sobre a solidão e do indivíduo usá-la a seu favor, para assim, se manter longe das pessoas e da sociedade em geral, já que os seres humanos só geram decepções uns aos outros. Ambas as músicas seguem as características de outras de álbuns anteriores sendo longas mas, com movimentos se alternando para não se tornarem enjoativas ao ouvinte.
Em novembro de 2019 é lançado o quarto álbum da banda, Oblivion Omitted. Carregando a densidade característica da banda, este álbum percorre temas como misantropia, repúdio pela sociedade, resignação perante o fim inevitável da humanidade provocado pelas próprias escórias humanas, e a desolação que o indivíduo sente ao sobreviver num mundo onde o ego e a indiferença são alicerces das pessoas. As faixas seguem a numeração usada no álbum de estréia da banda, como se fossem uma sequência do álbum auto-intitulado. V, VI, VII e VIII evocam as características que se tornaram inerentes à banda: faixas de longa duração, guitarras minimalistas congelantes, vocais de ódio mesclados à dor e desespero e linhas cadênciadas de bateria marcando a devastação sonora. Embora longas, as músicas mantém o pendulo de, em algum momento, dar uma "pausa" para que o ouvinte possa tomar fôlego e, em seguida, mergulhar, novamente, na profunda escuridão que Make a Change... Kill Yourself evoca com perfeição. 
Desde 1997 Ynleborgaz tem um banda de black metal chamada Angantyr, onde a temática das letras aborda a história escandina. Também toca nas bandas Profezia e Tågefolket. Já Nattetale vive no completo anonimato.
Atualmente, Make a Change... Kill Yourself segue realizando shows solos e em festivais com outras bandas de Depressive Black Metal.

Discografia:
Make a Change... Kill Yourself (2005)
II ( 2007)
Fri (2012)
Tape Box "Boxed set" (2017)
IV (2018)
Oblivion Omitted (2019)

Membros de Estúdio:
Ynleborgaz - Todos os instrumentos e vocais (2004 - presente)
Nattetale - Letras (2004 - presente)
Demonica - Vocais femininos (2004 - 2004)

Membros para apresentações ao vivo:
Ynleborgaz - Vocais e guitarra (2012 - presente)
Vrede - Baixo (2012 - presente)
Skogsvand - Bateria (2012 - presente)
Feanor Omega - Guitarra (2014 - presente)
Lord Lokhraed - Guitarra (2012 - 2014)